Depois de todos esses anos (quase 20) em meio à fauna literária, descobri que nunca serei escritora.

Vou explicar porque:

  • Não desprezo um livro só porque ele vendeu muito. No final do post a explicação do porquê.
  • Sei que existem mais países produtores de literatura, e com best-sellers, além dos Estados Unidos.
  • Não culpo enlatados nem filmes pela minha babaquice e cegueira intelectual.
  • Não fico pessoalmente ofendendo outros escritores gratuitamente nas redes sociais.
  • Não utilizo a minha posição em grupos de escritores/leitores para agredir quem é contrário às minhas ideias.
  • Escrevo. Ponto. Não fico copiando estilos de autores clássicos. Sou original no que escrevo.
  • Cada gênero tem seus pontos bons e ruins. E tenho consciência disso. Não rebaixo um autor por ele escrever o que é considerado “literatura de entretenimento” ou porque escreve “ensejos filosóficos que levam à humanidade a questionar sua própria identidade”. Cada um escreve o que quer. Já se consegue escrever não vem ao caso.

Agora, a explicação para o primeiro ponto. Segurem-se:

Desculpem, escritores anti-modinha, que automaticamente enquadram um livro recorde de vendas como modinha, e que reclamam que é a mídia que empurra os livros goela abaixo, mas o seu clássico já foi modinha 😉

http://www.hawes.com/no1_f_d.htm

O favorito de vocês, Lolita, o mais vendido de 1958. Portanto, segundo as regras atuais de “vendeu um monte é lixo é modinha”, ele já foi modinha. E agora?

Ah, mas era antes de mídia, dos enlatados, da televisão, da internet. Não interessa, já foi livro famoso, mais vendido. Modinha. Ponto final.

Pronto, agora pode continuar mostrando nas redes sociais o quanto você entende de literatura e o quanto você é um ótimo escritor.

P.S.: entender ironia também faz parte de ser escritor.

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