Há algumas semanas topei com um artigo em um blog falando que a literatura nacional hoje nada mais é que exercício narcisístico.

Óbvio que jogaram pedras na autora do texto. Óbvio.

Ontem topei com a capa de um dos livros de um autor daqui da minha cidade. Sabe aqueles livros de fantasia que não são nada mais que uma narração enfadonha de partida de RPG? Então. Na capa, um dos personagens. Engraçado que o personagem é a cara do autor. Nossa, que coincidência, cara!

Nem vou tocar nos livros narrados em primeira pessoa, que vão de gente sentada no banco da praça falando de sua vida igual a tantas outras, como se isso fosse o ponto máximo da existência do universo, a mulheres encalhadas que encontram o tanquinho tripé da vida delas, devidamente narrado por uma criança de 12 anos.

Vou jogar pedras também 😛

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