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– Primeiro faça o mapa do mundo onde a história irá se desenrolar. Nunca comece sem o mapa. Sem ele, sem história.

– Prolixidade. Nunca, jamais esqueça de escrever da forma mais prolixa possível. A perfeição de um livro de fantasia advém da prolixidade.

– Capriche nas sentenças longas e descreva tudo duas vezes. De preferência fazendo duas descrições diferentes, o leitor vai escolher qual mais lhe agrada.

– Só escreva fantasia se você for um jogador veterano de RPG. Isso é pré-requisito fundamental. Empacou na história? Uma roda de RPG com os amigos ajuda a levar o livro adiante.

– Só existe um tipo de fantasia permitida: a medieval. Qualquer outra é apelação de escritor recalcado que quer aparecer.

– Nunca, jamais escreva nada fora das regras encontradas nos livros de RPG. E copie Tolkien e Martim. Você só vai ser bom escritor se copiá-los.

– Dragões! Nunca escreva um livro de fantasia sem dragões. E magos, guerreiros perfeitos e guerreiras ruivas gostosas. Sem isso, sem livro de fantasia.

– Estereótipos! Sem eles o livro não existe! Nada de incluir minorias ou reinventar a roda. Estereótipos estão aí pra serem usados, e devem ser usados.

– A personagem feminina mais forte do livro deve passar por um estupro. Sem isso, sem mulher forte e guerreira.

– Não precisa explicar porque o vilão é mal. Ele é mal e ponto final.

– Matar personagens é ótimo. Quanto mais mortes, melhor o livro. Lembre-se: copie o Martim.

– E, principalmente, não esqueça do mais importante: o bem (torre branca) sempre vence o mal (torre negra), sempre.

Se você tem alguma dúvida ou bronca com relação a essas dicas, assista Monty Python e releia este post.

Importante: sim, esse post contem conteúdo em forma de sátira. Se você não explica o óbvio os haters chegam a ter orgasmos.

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