Sua Wacon parou de funcionar? Não tema!

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Às vezes você está lá trabalhando, e do nada sua Wacon pára de funcionar. No meu caso ela sempre perde o sensor de pressão.

Pesquisando por uma solução, já que não posso reiniciar o computador (micro velho, se desligar só liga de novo dois dias depois), encontrei esse post. Está em inglês, mas é fácil de acompanhar. É só abrir os Serviços do Windows, procurar pelo serviço da Wacom, e Reiniciar o dito cujo.

No link tem as imagens do passo-a-passo. Simples, rápido, e funciona.

https://www.gametextures.com/fix-your-wacom-drivers-without-restarting-win

Para escritores: portabilidade, simplicidade e backup

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Um dos grandes traumas de todo escritor é perder o arquivo do livro no qual estava trabalhando. Isso se resolve com backups, mas nem sempre a gente lembra de fazer o backup, ou o acidente acontece justamente quando você acabou de escrever um trecho enorme e o arquivo resolveu sumir.

Existem várias maneiras de se fazer backup: copiar para pendrive, para armazenamento em nuvem (Google Drive), enviar e-mail para si próprio com o arquivo anexado.

Já a portabilidade permite a você trabalhar em seu texto tanto no seu computador quanto em outros dispositivos, como tablets ou celular. Para isso você usa o armazenamento em nuvem, e mantém o arquivo no servidor sincronizado em todos os seus equipamentos.

Agora a simplicidade é um usar um editor de texto simples. Sério. Eu sou do tempo em que havia apenas caneta ou máquina de escrever, então formatação de texto era o de menos. O que importava era escrever. Então, pra mim, escrever num editor como o Word, cheio de recursos, ou no bloco de notas, não faz muita diferença.

Vou mostrar como consigo aliar portabilidade, simplicidade e backup usando apenas um editor de texto que não utiliza formatação padrão e uma hospedagem em nuvem.

Eu costumo dividir meus textos em vários arquivos: um com o rascunho da história, um com a primeira versão do roteiro, outro com a versão final, e ainda tenho a mania de dividir cada capítulo em arquivos separados. Porém não ligo a mínima para a formatação do texto ou a presença ou não de um corretor (prefiro brincar com o dicionário). Portanto eu preciso de um software que me permita agrupar arquivos em pastas.

Um software que faz isso é o Scrivener. porém ele é pesado, e eu costumo deixar o texto no qual estou escrevendo aberto enquanto trabalho nos jogos com a Unity ou o Blender, e esses dois são softwares que exigem recursos do computador.

Fui procurar então uma alternativa que me permitisse trabalhar no texto com um software leve como o bloco de notas e com o recurso de agrupamento dos arquivos em pastas com o Scrivener. E acabei encontrando a solução em um software que eu uso já há bastante tempo: Notepad++.

O Notepad++ é um bloco de notas “turbinado”, usado principalmente por programadores, pois ele permite formatar o texto dentro do padrão da maioria das linguagens. Além de permitir editar vários arquivos ao mesmo tempo, separados em abas. E agrupar os arquivos dentro de workspaces.

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A imagem acima é o Notepad++. Como pode ver, ele é extremamente simples em comparação á maioria dos editores de texto. Mas para quem está preocupado em escrever, não em ficar colocando itálico e negrito pelo texto todo, ele é ótimo.

Pausa para uma bronca: é sério, não encha o seu texto de itálico para dar ênfase. Você tem que dar a ênfase na frase apenas escrevendo, sem qualquer artifício de formatação. Se você não consegue dar impacto à sua escrita usando apenas palavras, acho melhor rever sua carreira como escritor.

Voltando ao Notepad++. No lado esquerdo está a janela de projeto. Ali coloquei no workspace todos os projetos nos quais estou trabalhando no momento. Como pode ver, eles tem pastas e seus respectivos arquivos. O Notepad++ funciona com plugins, ou seja, para ter um corretor funcionando, você precisa instalar o plugin apropriado (neste caso DSpellCheck). Não vou entrar em detalhes sobre como configurar o Notepad++, já que este post é apenas para apresentação, farei outro mostrando como instalar, usar a workspace, plugins, etc.

Pronto, o editor de texto leve, simpático, e com recurso de classificação dos arquivos já foi encontrado, agora vamos para a portabilidade e backup, que neste caso estão juntas.

Eu utilizo o serviço Dropbox para compartilhar arquivos e para fazer backup. Com ele eu posso editar meus arquivos em qualquer equipamento que tenha acesso á internet. Ele possui um aplicativo que permite manter os arquivos sincronizados entre os computadores e o servidor (no Windows e Mac a sincronização é automática, nos mobiles é manual). Esse programa faz uma cópia das pastas existentes na sua conta no Dropbox para o seu computador (você pode selecionar quais pastas você quer baixar) e as mantém sincronizadas. Toda vez que você altera um arquivo dentro destas pastas, ele automaticamente atualiza o arquivo no servidor. Se você tiver o aplicativo instalado em mais de um computador, ele irá atualizar automaticamente o arquivo.

Então o que eu faço é salvar meus arquivos diretamente em uma pasta do Dropbox. Assim, além de manter backup constante (pois o arquivo se encontra no meu computador e no servidor do Dropbox) eu posso trabalhar com o arquivo em qualquer lugar. Se eu for trabalhar com o duo (tablet + teclado rodando Windows 8) o arquivo estará lá, atualizado com a última versão. O mesmo com a tablet (Android) e o celular. Bastou ter uma conexão com internet e sua história está a seu alcance para você trabalhar nela.

Outra vantagem do armazenamento em nuvem, é que você pode colocar os arquivos para seus leitores beta e então compartilhar o link para que eles possam baixar o arquivo.

O Dropbox é mais simples do que o GoogleDrive, mas para mim está servindo muito bem.

Para quem quiser experimentar essa forma de trabalho, aqui vão os links para download do Notepad++ e criação de conta no Dropbox:

O download do aplicativo do Dropbox é feito na própria página dele.

O jogo e os gatos – parte 3

Já vou logo dando de cara a má notícia: o jogo não fica pronto nem para o Natal.

Agora vou explicar o motivo.

Não dá para terminar o jogo em apenas 6 dias. “Mas o que você fez esse tempo todo?” Outros trabalhos, sem falar que ajudar a cuidar de quase 70 gatos não é tarefa fácil. Hoje estou pensando sobre os jogos. Esse do gato não é o único que tenho para terminar, há outros dois mais antigos, que deixei de lado para fazer este.

O que eu pretendo fazer é deixar este runner do gato de lado por enquanto, e me focar em terminar os outros. Este jogo talvez eu venha a lançar futuramente como jogo gratuito.

Mas e o Ronron, o personagem, vai continuar ajudando o gatil? Vai, porque vai ser feito um jogo para ele mais interessante que este runner, um jogo casual no qual Ronron é um gato de bruxa, e tem que ajudar sua dona a recolher ingredientes para poções. Esse novo jogo é baseado no jogo Yoda Desktop Adventures (havia um igual do Indiana Jones). Nele cada novo jogo é uma missão nova, e o mapa é aleatório, composto por vários sub-mapas. O objetivo do jogador é ir trocando objetos com os personagens e resolvendo pequenos quebra-cabeças até chegar no final.

Porém, antes de fazer este, darei prioridade aos jogos que já estavam em desenvolvimento, e precisam ser concluídos. Só assim partirei para os próximos.

O trabalho feito nesse jogo não foi totalmente perdido, pois a gente sempre aprende uma coisa nova a cada novo jogo que iniciamos.

O jogo e os gatos – Parte 2

Vocês devem estar se perguntando: e o jogo dos gatos, como anda?

Em desenvolvimento, e logo sai uma versão beta para provar um pouquinho.

Por enquanto, algumas capturas novas de tela. Boa parte das animações já está pronta.

E a novidade: ele terá dois temas, Natal e Dia das Bruxas. Você escolhe o tema na hora de começar um novo jogo. Legal, não? Ainda não tem nenhuma tela do tema de Natal, pois ele só será incluído depois que o primeiro beta passar nos testes.

As texturas do pelo do gato apresentadas são apenas temporárias, assim como as texturas de alguns objetos. Até o fim do desenvolvimento do game, as texturas serão finalizadas, e ele ficará muito mais bonito.

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A imagem a seguir é um gif animado, mostrando a troca de pelagem do gato com a animação. Sim, ele terá skins para desbloquear também 😀anim_2

O jogo e os gatos

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Há um ano comecei a me aventurar na criação de jogos, usando Unity3D. Fui programadora por muitos anos, então não foi tão difícil começar, só precisei acordar o neurônio programador, que ficou quase 6 anos adormecido.

Fiz alguns jogos simples, para aprender a usar a engine. Um deles está disponível gratuitamente em vários sites (Gamejolt, Kongregate, GameDevBrasil).

Quando você termina de fazer um jogo, você sabe que pode partir para um próximo mais complexo. Então de 2D resolvi ir para 3D. Comecei então um jogo chamado Alienum, no qual você deve cuidar de plantas alienígenas. Este encontra-se em desenvolvimento.

Há alguns dias então tive uma ideia para um jogo simples para o Halloween: o jogador é um gato (preto, óbvio) que deve correr pelo mapa recolhendo os doces que crianças malvadas roubaram. O jogo é em 3D, estilo infinite runner, com mapas quase aleatórios e com tamanhos variando conforme o nível do jogador. Incluindo também alguns upgrades, como munição para atordoar os inimigos mais forte, e mais vidas. E também saquinho de catnip que deixam o gato mais rápido.

Duas semanas não é um prazo muito grande para fazer um jogo do zero, incluindo modelagem dos objetos em 3D, texturas, animações e etc. Ainda mais para quem está começando. Mas mesmo assim comecei. Espero terminar até sexta-feira, dia 30, véspera do Dia das Bruxas.

E este jogo foi criado para um objetivo: parte da renda das vendas (70%), serão destinadas a um abrigo de gatos de rua, que hoje abriga mais de 60 gatos, e está com um pouco de dificuldade para pagar as contas. O valor do jogo será baixo, em torno de US$ 2,90 (ou R$ 7,00 para quem está no Brasil).

O jogo ainda não tem título. O provisório é Ronron and the Stolen Treats.

Agora, uma sessão de fotos. Primeiro, algumas imagens do jogo, em sua versão beta, e um vídeo mostrando um pouco de como ele é.

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Menu principal, o personagem que aparece será substituído pelo gato preto humanóide, protagonista do jogo.

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Menu do jogo selecionado, mostra os upgrades feitos. O jogo permite que se tenha 5 jogos salvos em slots.

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E abaixo o vídeo com uma demonstração do gameplay. Várias texturas, bem como os modelos do jogador e dos inimigos, ainda não foram terminados, portanto, não foram ainda incluídos no jogo.

E agora, que tal conhecer alguns dos bichanos que ficarão muito felizes se esse jogo realmente cumprir seu objetivo?

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Blaster, Zelenka e Sigin

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Ysolda

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Teila, Zarabeth e Pokei

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Bom, aqui parece ter 8 gatos (Blaster, Doctor Who, Morgana, Fili, Saavik, Zariguê, Leela e… céus, deu branco agora! Tente lembrar dos nomes de quase 70 felinos :P)

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Fiona

O problema com o jogo é que estou fazendo tudo sozinha. Não sei se conseguirei terminar até sexta (véspera de Dia das Bruxas). Estou trabalhando até 16 horas por dia nele, na esperança de terminá-lo. Ainda faltam as animações e modelos do jogador e dos inimigos (os modelos em 3 estão parcialmente prontos), as texturas de alguns objetos, restante do setup de luz, sons e músicas.

O que eu gostaria das pessoas que estão lendo isto, é que respondam uma pergunta simples: você compraria este jogo, com visual de Halloween, para ajudar os bichanos, mesmo sendo lançado depois do Halloween? Fique à vontade para usar os comentários, dizer o que você acha do projeto. Qualquer feedback será bem-vindo (com exceção de haters, esses eu ignoro, ok?)

Nota final: enquanto eu escrevia este post, e criava os screenshots e vídeo do jogo, a placa de vídeo do micro queimou. Tive que colocar a placa antiga (uma GTS-250), torcendo para que ela aguente o suficiente para terminar o jogo. Portanto, mais um atraso.

Em breve uma versão de demonstração (a mesma do vídeo) será liberada. Siga meu perfil no Twitter para ficar por dentro das novidades do jogo (que serão postadas aqui no blog também).

Reflexões sobre meus próprios textos

Eu fico me perguntando o que há de errado com meus textos.
Ninguém tem interesse em ler, quando lêem largam pela metade, fazem de conta que não leram.

E acho que encontrei a resposta.

Eles são ficção científica. E as pessoas vão ler sci-fi esperando críticas à humanidade, críticas ao capitalismo, desconstrução da sociedade atual, exercício teóricos em algum campo da ciência.

E o que eu escrevo? Enlatado. Puro e simples enlatado. Minhas histórias são iguais seriados “estadunidenses”, onde o carisma dos personagens também conta, onde referências e piadas “ocultas” também existem, onde a birra e o mau humor academicista não tem vez. É nisso que eu errei.

Livro é um objeto muito importante, muito sério, muito, digamos, transcendental, para abrigar meros enlatados. Livro só escreve quem tem algo importante a dizer, quem sabe das coisas, quem estuda anos para escrever, quem fala pra humanidade dos seus problemas; fala não, esbofeteia mesmo. Livro não é parquinho de diversões, com gritaria e correria de crianças, é lugar sério, silencioso e repleto de faces sérias e compenetradas no seu trabalho. E eu diria carrancudas também. É lugar de gente disposta a bater de frente, mas que na verdade só bate de leve de lado.

E isso me fez ver que estou perdendo tempo tentando ser escritora. Vou ficar apenas como roteirista de jogos, tentar a sorte como roteirista de enlatados. Quem sabe assim eu fico em paz com minha própria falta de habilidade em escrever. Afinal, sou só contadora de histórias mesmo.

Porque não sou escritora

Depois de todos esses anos (quase 20) em meio à fauna literária, descobri que nunca serei escritora.

Vou explicar porque:

  • Não desprezo um livro só porque ele vendeu muito. No final do post a explicação do porquê.
  • Sei que existem mais países produtores de literatura, e com best-sellers, além dos Estados Unidos.
  • Não culpo enlatados nem filmes pela minha babaquice e cegueira intelectual.
  • Não fico pessoalmente ofendendo outros escritores gratuitamente nas redes sociais.
  • Não utilizo a minha posição em grupos de escritores/leitores para agredir quem é contrário às minhas ideias.
  • Escrevo. Ponto. Não fico copiando estilos de autores clássicos. Sou original no que escrevo.
  • Cada gênero tem seus pontos bons e ruins. E tenho consciência disso. Não rebaixo um autor por ele escrever o que é considerado “literatura de entretenimento” ou porque escreve “ensejos filosóficos que levam à humanidade a questionar sua própria identidade”. Cada um escreve o que quer. Já se consegue escrever não vem ao caso.

Agora, a explicação para o primeiro ponto. Segurem-se:

Desculpem, escritores anti-modinha, que automaticamente enquadram um livro recorde de vendas como modinha, e que reclamam que é a mídia que empurra os livros goela abaixo, mas o seu clássico já foi modinha 😉

http://www.hawes.com/no1_f_d.htm

O favorito de vocês, Lolita, o mais vendido de 1958. Portanto, segundo as regras atuais de “vendeu um monte é lixo é modinha”, ele já foi modinha. E agora?

Ah, mas era antes de mídia, dos enlatados, da televisão, da internet. Não interessa, já foi livro famoso, mais vendido. Modinha. Ponto final.

Pronto, agora pode continuar mostrando nas redes sociais o quanto você entende de literatura e o quanto você é um ótimo escritor.

P.S.: entender ironia também faz parte de ser escritor.

Escritor ou contador de estórias, qual a diferença?

Recebi esse texto hoje pela manhã, para ser postado no blog:

“Eu sou uma ávida leitora. Costumo ler entre dois a dez livros por mês, dependendo meu humor e disposição. E claro, livros novos e com conteúdo que me interesse. Costumo ler até livro técnico! E eu devo essa minha capacidade de leitura alta, muitas vezes, ao escritor. Ou seria ao contador de estórias? Um dos meus autores favoritos, Stephen King, é considerado no meio literário como um grande paspalhão, que leva seus leitores a vagarem em meio a uma leitura medíocre, sem concordância gramatical, ou muitas vezes ignorando completamente as regras linguísticas, para simplesmente contar uma estória. Alguns escritores até mesmo o acusam de ter a pachorra de desafiá-los, quando ele vende milhões de livros e figuram entre os 10 mais vendidos do NY Times, sem ter nenhuma regra adicionada ao livro!

Outro que eu costumo ler em menos de duas horas (e livros com mais de 300 páginas) é Neil Gaiman. Ele conta estórias, assina quadrinhos, roteiros de seriados, e é considerado um ‘vendido’, porque ele tem ‘qualidade literária’, mas simplesmente prefere enveredar pelos caminhos que mais o trazem ganhos financeiros a ser considerado um escritor de verdade.

Tolkien foi um grande professor de linguística e literatura. Todos os livros dele tem toda uma estrutura gramatical, concordância e tudo o que os escritores de hoje em dia consideram que seja a característica básica de um escritor de verdade. Mas ele é considerado um escritor ruim em alguns meios porque ele escreveu fantasia. E não compilados de poesia ou, o que eu como leitora muitas vezes vejo, mera encheção de linguiça. Os livros de Tolkien são contações de estórias, e os únicos aos quais ele enveredou realmente para a ‘regração’, apesar de serem contação de histórias, para mim são um saco de ler. Simplesmente porque eu me interesso na estória, e não na parte gramatical, nas regras e afins.

É claro, uma revisão de texto, acertar algumas concordâncias e erros de língua é necessário, obviamente (ninguém gosta de ler menas no meio do texto), mas isso serve para o editor, para o revisor. O escritor deve se ater a escrever o livro, e pra mim a maior diferença entre um escritor hoje em dia de um contador de estórias é que eu comprarei o livro do contador de estórias. Porque é isso o que me interessa. E não se a vírgula deveria estar naquela posição porque a porcaria da frase tem 4 palavras oxítonas. Sinceramente, foda-se!

Eu escrevi este texto porque há alguns meses eu caí de paraquedas em um grupo de escritores para tentar ajudar em relação a direito cibernético. E não pude deixar de perceber que hoje em dia todo mundo se intitula escritor por ter escrito uma postagem de blog. Tive contato com textos de outros grupos de escritores, o que me fez perceber que isso está ficando generalizado. “Ora, eu sou um escritor porque escrevi um ebook que foi lido por muitas editoras e considerado medíocre, mesmo eu o considerando acima da média”. Sem contar que a grande maioria só pegou clássicos e o modificou a seu bel prazer, como uma grande fan-fic, alterando seu teor para muitas vezes alimentar o próprio ego (já que muitos se colocam na posição de herói do livro). Muitos se preocupam mais com o possível plágio de textos que nem inventou do que com a real contação de estórias.

Eu saí do grupo, no fim das contas. A verdade é que prefiro procurar meus contadores de estórias nos enlatados e nos 10 mais vendidos do NY Times do que procurar escritores.

Porque você não precisa ser um escritor para ser um contador de estórias.”

Por Mih Paese, aquela que busca incessantemente por contadores de estorias

Sobre tombos, enlatados e a arte de transmitir sensações

“Filmes não mostram as coisas como são de verdade”

Sabe aquela cena de alguém caindo, que demora uma eternidade, e que parece ir contra as leis da física? Aí você responde: Sim, eu sei. Está errado! Fazem isso só pra aumentar o drama.

Mas você já caiu? Já levou O tombo? Aquele de vídeo engraçado? Se não levou ainda, trate de levar.

Claro, nem todos os cérebros reagem da mesma forma, mas parece que a maioria chega num consenso: em um tombo, ele trabalha mais rápido.

Sim, você cai em câmera lenta. Sim, se você se jogar do alto de um prédio, o cérebro vai trabalhar tão rapidamente que vai ter tempo de passar a sua vida inteira diante dos seus olhos. Por que o cérebro faz isso? Talvez para que de tempo de você reagir e comandar seu corpo para evitar a desgraça maior. Porém o corpo não reage na mesma velocidade.

Daí vem aquela famosa frase das artes marciais: domínio da mente sobre o corpo. O treinamento que leva a fazer com que o corpo reaja na mesma velocidade da mente.

Mas, o que isso tem a ver com a arte de transmitir emoções?

Capacidade de analisar coisas corriqueiras e insignificantes, e a habilidade de transmiti-las. É isso que grandes escritores fazem. Sabem transmitir a sensação de um simples tombo. E é isso que o cinema faz ao colocar efeitos e câmera lenta na cena da queda: transmitir a sensação.

Antes de criticar um texto, uma cena de um filme, leve um tombo. Leve dois, três. Sim, estou falando no sentido figurado. Leve muitos tombos, Muitos. Se arrebente. Não fique preso ao lugar comum de que, para ser bom contador de histórias, deve-se imitar o trabalho de um autor clássico.

Corra, ande, voe. Bata em um poste, caia de cara no chão, pule de um penhasco. Acorde suando de um pesadelo. Caia de cara na lama. Saia da biblioteca das regras clássicas de escrita e corra pelado pelo campus.

Só então bata no peito e diga que você é escritor com capacidade de julgar os outros.

Espelho meu, existe autor mais talentoso do que eu?

Há algumas semanas topei com um artigo em um blog falando que a literatura nacional hoje nada mais é que exercício narcisístico.

Óbvio que jogaram pedras na autora do texto. Óbvio.

Ontem topei com a capa de um dos livros de um autor daqui da minha cidade. Sabe aqueles livros de fantasia que não são nada mais que uma narração enfadonha de partida de RPG? Então. Na capa, um dos personagens. Engraçado que o personagem é a cara do autor. Nossa, que coincidência, cara!

Nem vou tocar nos livros narrados em primeira pessoa, que vão de gente sentada no banco da praça falando de sua vida igual a tantas outras, como se isso fosse o ponto máximo da existência do universo, a mulheres encalhadas que encontram o tanquinho tripé da vida delas, devidamente narrado por uma criança de 12 anos.

Vou jogar pedras também 😛

Novo jogo em desenvolvimento

Depois de acompanhar o excelente tutorial da Unity sobre jogo 2D, este aqui: , comecei um jogo que fazia tempo que eu estava planejando, mas ainda não sabia exatamente como fazer.

Decidi que ele seria um “top down infinite runner conga line”, ou seja, algo como o clássico jogo da cobrinha, mas sem pausa entre os níveis e com inimigos para tornar a coisa mais interessante. Nele, você, o simpático robozinho vermelho, tem que passar por diversos locais, enfrentar inimigos, até encontrar os cientistas perdidos e recolher um a um, que passarão a seguir você no mapa (por isso o conga line).

Ainda falta bastante coisa para implementar. Porém, com uma engine como a Unity3D, fica até fácil de fazer jogos assim (com a Stencyl também é fácil, mas prefiro Unity mesmo).

Abaixo o vídeo do teste feito hoje, com três mapas e um inimigo fixo, que atira ao detectar o jogador na mesma linha ou coluna: